Cirurgia
Cirurgia de Epilepsia
quarta-feira, 18 fevereiro 2026
Cirurgia de Epilepsia
Epilepsia ocorre quando grupos de neurônios passam a apresentar atividade elétrica anormal, provocando crises com perda de consciência, quedas ou movimentos involuntários.
A maior parte dos pacientes controla as crises com medicações. Porém uma parcela mantém crises mesmo após uso correto de diferentes tratamentos. Esses casos são chamados de epilepsia refratária.
Nessas situações, a avaliação cirúrgica busca identificar a origem das crises e definir se existe tratamento direcionado capaz de reduzir ou interromper os episódios.
Etapas da avaliação
Avaliação neurológica especializada
Revisão detalhada das crises, tratamentos prévios e evolução clínica.
Vídeo-EEG prolongado
Registro simultâneo do eletroencefalograma e do comportamento durante as crises para localizar a região cerebral envolvida.
Ressonância magnética
Investigação de alterações estruturais associadas à epilepsia.
Avaliação neuropsicológica e psiquiátrica
Análise de memória, linguagem e funções cognitivas relevantes para planejamento terapêutico.
Possibilidades de tratamento
Cirurgia do foco epileptogênico
Remoção da área responsável pelas crises quando há segurança funcional.
Cirurgias paliativas
Indicadas quando não é possível retirar totalmente a área geradora, reduzindo tipos específicos de crises, como quedas.
Neuromodulação
Estimulação elétrica do nervo vago por dispositivo implantável para diminuir frequência e intensidade das crises.
Indicação de avaliação
Pacientes com crises persistentes apesar do uso adequado de medicações devem ser avaliados em centro especializado em epilepsia.
A avaliação não implica indicação automática de cirurgia. O objetivo é definir a estratégia terapêutica mais segura para cada caso.